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28 março, 2013

Politiquices

Um post, um ano!

Que descalabro!! Pergunto-me se num ano inteiro não arranjei inspiração para escrever meia dúzia de coisas... talvez tenha arranjado, mas não apareceu apetite para partilhar.

Não sei se este é o melhor assunto para retomar a escrita. Não será de todo. A política é sempre um campo lamacento, mas convivemos com ela, mesmo que lutemos contra ela...


Na ultima semana tenho assistido a um desvio (talvez premeditado) de atenções algo exagerado, para um assunto que não sei se merece assim tanta atenção. Quantos foram os que fizeram má política? Corrupção activa e passiva? Desvios de contas publicas em enriquecimento...?

Quantos ainda lá estão? Quantos continuaremos a permitir a passagem por lá?... Mais do mesmo!

A população interessa-se por política para vir fazer comentários no FB, mas no dever de voto vai dar uma volta? Eu compreendo! Os Domingos (porque as votações costumam ser ao Domingo), são dias santos. E os dias santos não se misturam com política.

Também compreendo os que não vão votar porque não se sentem representados. Esse é outro assunto. Um assunto para criar uma petição e fazê-la assinar por 136 000 pessoas - a legitimidade do voto branco.

Eu é que ainda não percebi onde é que está o drama. Há um por aí que também deixou o pais de rastos e depois votaram nele para PR... 2 vezes!... Pronto, não foi para Paris estudar. Ficou-se com a Maria algures em Lisboa e foi dar aulas para a universidade. No fundo é tudo gente muito estudada. Vá lá... quase tudo gente muito estudada.

Não vi o debate. Trabalhei o dia todo e quando cheguei a casa esperava-me uma entrevista com o fogão e um debate com a carne que tinha a estufar e nunca mais ficava pronta. Fiz um curto intervalo para passar na sala e rir-me com um fulano que desesperava para encontrar resposta ao estilo do "EU??? Que barbaridade!!" ao mesmo tempo que dois jornalistas se acotovelavam em perguntas mais ou menos mal preparadas...

O pior pior... é que o circo vai continuar! Amanhã vamos ter um governo e respectivo partido muito ofendidos... mais dois partidos que nunca estão a favor de coisa nenhuma e no final do dia... depois de todos falarem, vai vir o tal partido da oposição com a lição estudada para dizer um disparate qualquer que, depois de amanhã, virá desdizer. :|
Ah!... e ainda falta o PR, mas sobre esse, não faço previsões de datas para reacções publicas!... ou vai da volta e nem vai reagir a coisa nenhuma. E cá para mim, é o melhor que ele faz.

A política é um tipo de filme que me cansa.

Até amanhã camaradas.




15 fevereiro, 2012

O início

... É tão difícil escrever!
Colocar ideias no papel, ideias simples, escrever o que nos vai na alma, libertar o que nos rói, o que nos mói... sei lá! Escrever simplesmente sob a forma de testemunho do quanto o dia foi preenchido, frustrante, único ou emocionante, produtivo, construtivo...

Escrever simplesmente... não é fácil!
Mas é contra esta dificuldade que me movo agora.
Da lista de objectivos para o ano de 2012 constava o esforço para escrever. Estou a ser impulsionada por algumas pessoas que me vão construindo a vida e que eu admiro, é certo, mas também é certo que a escrita me seduz, ainda que me amedronte com uma folha em branco - tenha ou não objectivo definido para o assunto, tenha ou não o conteúdo já estruturado.

Sobre o hábito de escrever, li um destes dias um artigo que abordava o assunto de uma forma simples. 
Indicava o exemplo dos mais velhos que, não tendo nascido na geração das tecnologias de informação, colocavam as ideias no papel de forma estruturada. 
Esqueçamos os erros ortográficos e gramaticais, o facto de não poderem enviar uma mensagem escrita que não fosse com a ajuda de recursos como o papel, lápis, a caneta e quando muito uma máquina de escrever, obrigava o escritor - grande ou pequeno - a fazer correr as palavras com a mesma velocidade do bater do coração. Sem medos, qual trapezista no circo... sem rede!

No tempo em que não havia Skype e quase todas as famílias tinham um membro a trabalhar longe, a única forma de trocas as boas e más notícias era pelo uso e abuso de papel e caneta e das palavras que tocavam na folha branca as mesmo tempo que corriam as lágrimas da saudade.

Pois será sem rede que escreverei daqui para a frente. Sem medos de protocolos, apenas com a mensagem que quero transmitir.

E dos leitores quererei, pois claro, algum retorno, opiniões! 
Como tenho ouvido e lido nos últimos tempos "tudo é aprendizagem, não há fracasso, apenas feedback".

Boas leituras